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terça-feira, 2 de abril de 2013

Evite estresse ao seu gatinho na visita ao vet

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Especialista em felinos, Dr. Gabriel Dias

Sair do nosso cantinho realmente não é das melhores tarefas para qualquer gato. Pruzz! Mesmo aquela visitinha básica pro tio vet é um estresse danado para a maioria da gatarada, não é verdade? Eu sempre peço à mamãe que me leve no horário agendado e verifique se não há cães para tirar minha tranquilidade. Atitudes simples, mas que fazem uma diferença danada, gateiras. Quem concorda é o Dr. Gabriel Dias, especialista em comportamento felino e proprietário de clínica exclusiva para gatos domésticos, no Rio de Janeiro. Conversei com ele e vou contar tuuudo aqui!

Pensou em transportar seu animal, a primeira ação é buscar a caixa de transporte, exames e pastas!! Ufaa!!! Opa gateiras, criem associações positivas! Comprem uma caixa segura e com ventilação. Assim, a caixa já tem o cheirinho do seu gato, ele já conhece e pode interagir nela etc. Comece colocando perto de onde seu gato costuma ficar, introduza paninhos dele dentro da caixa, brinquedos, comidas preferias, ou seja, crie uma ambiência positiva para seu gato com a caixa de transporte.

Agora, quando seu gato odeia sair de casa, fica extremamente irritado, o recomendável é um serviço médico veterinário em domicílio. Segundo Dr. Gabriel, se o procedimento for simples e não requiser abordagens mais elaboradas, anestésicas ou cirúrgicas, é o ideal.

Como nem todo caso é assim, Gabriel orienta que, durante o trajeto, é imprescindível que você, “ao transportar seu animal, veja se a caixa está bem estabilizada com os cintos de segurança, pois manobras suaves do carro podem virar a caixa. Som sempre baixinho. Evite odores artificiais e temperaturas desconfortáveis “, diz. Eu adoro o arzinho do carro da mamis... miau

Gatos até quatro meses que estão no período de socialização estão mais predispostos a se acostumarem com esses trajetos. Segundo o especialista, se você seguir as normas de segurança no transporte e imunizações, os felinos podem ser beneficiados com as famosas viagens “recreativas”. Você pode compensar seu gatinho com petiscos. Ele alerta para as gateiras que é preciso muita atenção ao associar petiscos para os gatos incomodados, pois isso pode criar uma relação do petisco com situações antagônicas.

Chegamos ao consultório! E agora doutor?
Território muitas vezes novo para seu animal. Se você seguir as dicas anteriores, evitará muito estresse nesta hora. Lembra-se delas? Associações positivas, agendamento e trajeto!

Já vi muitas gateiras ficarem mais nervosas do que seu próprio animal quando vai levá-lo ao veterinário. Primeiro: leve em um profissional de sua confiança, depois evite esse comportamento porque isso passa para seu animal. Ele te conhece e sente tudo. Portanto, muita tranquilidade nesta hora.

Dr. Gabriel, mestre em se relacionar com nós gatos, ressalva que evita contatos bruscos, como por exemplo, colocar a face na frente da caixinha de transporte.  “É instintivo, mas sempre pode ser ameaçador. Pensando no bem estar do animal, é muito melhor deixar o paciente acostumar-se com a sua voz e o ambiente, que precisa estar sempre calmo e silencioso. Às vezes, tenho a sensação que o gateiro está pensando: o que ele está conversando e escrevendo tanto que não coloca logo a mão no meu gato. É preciso ter paciência com os gatos.”, diz.

São atitudes simples dessas, que resultam num contato saudável entre gato e veterinário, afinal, nós somos seres bastantes especiais e poucos profissionais alcançam tantos detalhes.

Ele ainda alerta para os sedativos: “Muito controverso o uso. Gosto de usar o bom senso para o uso de sedação. Já tive a oportunidade de várias vezes não manipular o animal, apenas observar e mandar para casa para uma nova abordagem. Jamais os sedativos deverão ser utilizados de forma leviana.”

E aqueles gatos ferozes, que não tiveram contato com humanos? Segundo o especialista, o cuidado é redobrado. “Após a captura com redes e gaiolas de contenção, o próximo passo é com o veterinário que deverá assumir a situação, por meio de técnicas de contenção que garantam a segurança e bem estar dos gatunos”.

Mas se você vai viajar e quer levar seu gato, eu acho melhor seguir as dicas de quem entende de gato. “O melhor é que permaneçam em suas casas. O estresse das mudanças é bastante desconfortável para os gatos. Ajuda de amigos habilidosos ou serviços de cat sitter são mais interessantes para o bem estar do seu animal do que transportá-lo para uma viagem.”

Dr. Carlos Gabriel Almeida Dias, é médico veterinário (CRMV/RJ 4897), Mestre e doutor em Ciências Veterinárias (UECE).

C.A.T (Centro de Atendimento e terapia) para gatos
Rua. Gregório Neves, 213, Engenho Novo
(Esquina com a Av. Marechal Rondon) 
Tel: 21 22184916/cgabrielvet@hotmail.com

Fan Page: http://www.facebook.com/cat.paragatos?fref=ts

terça-feira, 15 de março de 2011

Entrevista: Obesidade felina em foco

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FelinoImage by Javier Caride via FlickA obesidade em animais vem se tornando cada vez mais comum. Estudos revelam que 40% dos gatos estão acima do peso e 5% são obesos graves.

Se o seu gatinho ou gatinha está acima do peso, leve ao seu veterinário de confiança e reavaliem juntos o tratamento adeuqado a seu bichinho, de forma que não prejudique a saúde e a rotina de seu gatinho.

Para falar sobre esse assunto, eu convidei a veterinária Dr.Gabriela Barroso, do Cantinho Animal, de São Paulo. Leia esta entrevista e saiba como proceder neste caso.


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Entrevista com Dr. Lúcio, especialista em dermatologia animal

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Esta é a entrevista que fiz com o doutor Lúcio Jackson Queiroz Chaves, veterinário especialista em dermatologia animal, que atende em Fortaleza (CE).

1 - Quais os casos ambulatoriais mais freqüentes em felinos?

Sim, sou formado há 16 anos e especialista em Dermatologia Veterinária. A maioria dos felinos atendidos em nosso Consultório Dermatológico apresenta como doença de pele a Dermatofitose, ou seja, micose superficial causada por fungos dermatófitos.

2 – Quais os primeiros sinais de uma possível doença de pele nos gatos?
A presença de prurido, queda de pêlos localizada (alopecia) e eritema.


3- Gatos têm alergias?
Sim. Existem três tipos de alergia em gatos: 1) alergia a picada de insetos (DAPE); 2) alergia alimentar; e 3) alergia a poeira ou ácaros (Atopia).


4 – Que tipos de cuidados os donos de animais devem ter com os familiares que tem contato com o animal ao identificar que seu pet está com algum problema de pele?
Evitar o contato íntimo prolongado, como abraçar ou dormir com o animal, até que seja esclarecida a causa da doença. Em alguns casos a doença poderá ser contagiosa ao homem, e neste caso nós chamamos de zoonoze.


5- A sarna felina é um exemplo de contaminação em humanos?
Sim. Existem 2 tipos de sarnas consideradas como zoonozes: sarna notoédrica e sarna sarcóptica (escabiose).

6- Como identificar sarna no ouvido? E o que isso pode acarretar?
A sarna do conduto auditivo é um terceiro tipo de sarna que pode acometer os felinos, causando inflamação e produção excessiva de cerúmen (Otoacaríase). É bastante pruriginosa e facilmente transmissível entre os gatos.


7- A mudança de clima é um fator determinante na proliferação de doenças?
Na região Nordeste o clima não exerce influencia significante no surgimento de doenças em felinos. No entanto, na estação chuvosa é freqüente os casos de doenças fúngicas.

8- Problemas de pele podem voltar quando a imunidade do animal está baixa?
Sim, algumas doenças são mais freqüentes em filhotes até 1 ano de idade, devido à baixa imunidade. E algumas vezes podem surgir em animais adultos convalescentes, após doenças debilitantes ou tratamentos imunossupressores.

9- Por que é tão demorado um tratamento de pele?
A duração do tratamento depende da causa da doença. Para se ter sucesso na solução do problema é preciso fazer o diagnóstico, conhecer a medicação, a dose necessária de acordo com o peso do animal e finalmente o tempo necessário de tratamento para que o agente causador seja eliminado completamente da pele.

10- Existem gatos que de tanto se lamberem causam uma queda de pêlo aparente. Isso é grave?
O ato de se lamber compulsivamente, causando queda de pêlos no local, na maioria das vezes é sintoma de doença alérgica ou psicogênica. Nesse caso, uma anamnese minuciosa e um bom exame clínico são importantes para um diagnóstico preciso.

11- O que é acne felina e como tratá-la?
Acne felina é uma infecção bacteriana da pele, levando ao surgimento de pápulas e pústulas na região mentoniana (queixo) do gato, que pode ser acompanhada de prurido local e as vezes sangramento. O tratamento é feito com antibióticos orais e anti-sépticos tópicos.


12- Banhar o gato regularmente evita doenças de pele?
O banho no gato não previne doenças. A maioria dos cosméticos utilizados no banho dos felinos é destinada à estética e embelezamento dos pêlos, especialmente naqueles de pelagem longa. Mas quando o animal apresenta uma doença de pele, muitas vezes se faz necessário banhos medicamentosos como tratamento.


13 – Ninguém quer ver seu bichinho de estimação com problemas de pele. Então Dr. Lúcio, o que fazer para manter uma pele saudável longe de possíveis doenças?
Uma boa alimentação é importante, pois os nutrientes ingeridos irão influenciar diretamente na qualidade da pelagem. O médico veterinário está apto a orientar sobre dieta e prevenção de doenças. Portanto, quem adquire um animal de estimação deve sempre leva-lo regularmente para uma consulta médica.


14- Você tem animais de estimação?
Sim, 2 cadelas da raça Poodle (Julie & Nana), um cão mestiço (Rabih) e 3 gatos, sendo 2 machos mestiços (Nano e Nino) e uma fêmea Siamesa (Shana). Sempre tive animais de estimação desde criança. Já tive 20 gatos ao mesmo tempo e costumava subir no telhado de casa para buscá-los. Com eles aprendi muitas coisas, tais como: não ter medo de altura, enfrentar desafios, ser cauteloso, observar antes de agir e, principalmente, a ser independente. Se as pessoas parassem um pouco para observar os animais veriam que eles têm muito para nos ensinar.


15- Quais os cuidados que os proprietários devem ter em época de baixas temperaturas?
Bom, quanto a sua ultima pergunta: Os gatos costumam ficar proximos uns dos outros nos dias frios, para que juntos possam se aquecer. Se existe somente um gato na casa, se recomenda uma caminha quentinha pra ele dormir, ou ainda roupinha de frio.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Entrevista com Dr. Reginaldo Pereira, sobre velhice felina

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Dando continuidade a minha série de entrevistas com veterinários, eu deixo para vocês a conversa que tive sobre velhice felina com o Dr. Reginaldo Pereira, médico-veterinário formado em 2000 pela UECE.

Ele tem especialização em clínica e cirurgia de pequenos animais e aperfeiçoamento em Medicina Felina.


Gata Lili - A partir de quantos anos já se evidenciam os primeiros sinais da velhice nos gatos?

Dr. Reginaldo - A velhice é muito relativa. Assim como nos seres-humanos, vai depender do histórico e estilo de vida do gato, alimentação, doenças pré-existentes, programas de saúde,etc. Entretanto podemos considerar 10 anos como a idade inicial da senilidade.

Gata Lili - Quais os cuidados e exames necessários para fazer um acompanhamento dessa nova fase?

Dr. Reginaldo - A partir dos 10 anos de idade é recomendado o chamado "Perfil Geriátrico", que são exames laboratoriais que consistem em hemograma completo, dosagens bioquímicas sanguíneas, exame de urina com análise da relação proteína/creatina, dosagens hormonais, principalmente os hormônios tireóideos e em alguns casos a aferição da pressão arterial.

Pelo menos uma vez por ano, deve-se fazer essa "bateria de exames." Além disso, um exame clínico geral a cada 6 meses. É muito importante também os proprietários observarem o comportamento, a ingestão de água e comida,assim como a quantidade e/ou frequência da micção e defecação de seu gatinho, levando-o ao veterinário prontamente, em caso de alterações.


Gata Lili - Falando em doenças. Quais as mais comuns na senilidade?

Dr. Reginaldo - As doenças mais comuns são as renais, doenças da cavidade oral (periodontites), as hepáticas, hormonais (hipertireoidismo), articulares (poliartrites) e neoplásicas (câncer).


Gata Lili - A alimentação equilibrada é importante em qualquer idade do gato. E na velhice, é recomendável mudar para alguma ração especial?

Dr. Reginaldo - Sim. Existem rações que comprovadamente aumentam a expectativa de vida do felino, principalmente por prevenirem os principais problemas senis, como a insuficiência renal crônica e as artrites. As rações para gatos nesta idade devem conter proteínas nobres, de fácil digestão e um bom conteúdo de fibras, para a otimização do funcionamento intestinal. Agora, vale lembrar, que toda troca de ração deve ser gradativa, misturando a nova com a atual, até a adaptação.


Gata Lili - Os felinos velhinhos dormem mais e estão mais sensíveis ao estresse?

Dr. Reginaldo - Sim, os nossos velhinhos preferem dormir bastante, mas isso não impede que ainda continuem com suas peripécias. Isto é um processo normal, devido a queda do metabolismo do organismo. Nós sabemos que, na medicina felina, o stress é um fator desencadeante de muitas doenças e problemas no gato. Costumo dizer que o felino ainda paga muito caro pela domesticação. Então, estes pacientes mais idosos sentem muito mais eventos estressantes, como mudanças ambientais até mesmos sutis para nós. Portanto, todo cuidado é pouco.


Gata Lili - Quais os fatores que contribuem para uma vida longa?

Dr. Reginaldo - Os principais fatores já foram citados: ração de boa qualidade, muita água potável, controles parasitários, vacinação em dia, a prevenção e detecção precoce de doenças, através de exames clínicos e laboratoriais de rotina, além de muito carinho! Um abração!


Reginaldo atende em Fortaleza, na clínica “Amigo Meu Pet Center” (85 3272-3124).


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Entrevista com Gabriel Dias - Última parte

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Última parte da entrevista com o Dr. Gabriel Dias, veterinário especialista em comportamento animal.


Gata Lili - Qual o pior caso que você já atendeu?
Gabriel Dias - Mutilações auto-infligidas me impressionam até hoje. Mas, se o responsável aceitar as sugestões e tratar adequadamente, não configuram casos tão graves. Mas, uma alteração comportamental não tratada, ainda que seja simples, é um caso que é lembrado sempre.

Gata Lili - Antigamente quando os pets apresentavam algum problema de comportamento, os seus donos os jogavam na rua ou faziam eutanásia. Você acha que já mudou esse tratamento dos donos com seus animais? Gabriel Dias - Infelizmente, continuam desfazendo-se dos animais. Os centros de controle de zoonoses e entidades de proteção animal estão repletos de animais nesta situação.

Gata Lili - As campanhas de castrações realizadas por Ongs, Prefeituras, faculdades é uma ponte para reduzir o número de animais largados nas ruas? Gabriel Dias - Com absoluta certeza. Deveríamos sempre utilizar o termo animais na rua e não de rua. Animais não brotam da rua, são abandonados por irresponsáveis. A posse responsável deve ser internalizada por toda a sociedade.

Gata Lili - E o que você pensa da castração obrigatória?
Gabriel Dias - Acho que poderíamos começar com orientação obrigatória. E o que já está sendo feito em muitas cidades: esterilização mais disponível ou, até, gratuita.

Gata Lili - Já resgatou algum gatinho de rua?
Gabriel Dias - Sim, o meu. Raymundo Dias.

Gata Lili - Se hoje, depois de muitos anos de formação, você fosse começar do zero, faria veterinária?
Gabriel Dias - Sim.

- Gabriel Dias atende no Rio de Janeiro. Quem quiser o contato dele, escreva pra mim.
- Leia na íntegra a
segunda e a primeira partes da entrevista com Gabriel Dias.


terça-feira, 14 de julho de 2009

Entrevista com Gabriel Dias - Parte II

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A primeira parte da entrevista com o Dr. Gabriel, especialista em comportamento felino foi um sucesso!

Agora, vamos para a segunda parte, na qual ele fala sobre os principais problemas de comportamento nos gatos.

Gata Lili - O que leva a um gata matar seus filhotes recém-nascidos?
Dr. Gabriel - São muitas as causas. Essa situação, muito desagradável para o responsável pelo animal, pode ser motivada por problemas no filhote, na mãe e, principalmente, no ambiente. Uma fêmea parida encontra-se em uma situação de desvantagem e vulnerabilidade óbvia. Mas, existe um limiar de tolerância para tais situações. Se o ambiente está caótico e a fêmea percebe um risco eminente, o canibalismo pode acontecer pela pressão da sobrevivência. Aceita-se a cada dia uma importante teoria que algumas vezes os mecanismos que disparam e mantém os laços materno-filiais podem não acontecer adequadamente por questões genéticas, por exemplo. O que motiva, muitas vezes, a retirar aquela fêmea do plantel de reprodução.

Gata Lili - Como identificar o início de um processo de agressividade e o que fazer?
Dr. Gabriel - Infelizmente não existe um perfil que denuncie uma possível mãe que vá cometer canibalismo ou negligenciar. Uma fêmea que exiba umas das diferentes facetas da agressividade poderá ser uma mãe providencial. Em contra partida, uma gatinha querida com os humanos, pode exibir canibalismo. Inclusive, isso é uma das principais queixas no ambulatório de comportamento.

Gata Lili - Muitos proprietários relatam que seus gatos se toleram. Onde está o erro? No dono que não os aproximou no momento certo ou seria realmente a personalidade difícil destes felinos?
A trajetória da relação dos gatos e o homem mostra claramente que o comportamento do gato que vemos atualmente é um reflexo de uma relação inconsistente. Os egípcios abriram as portas de suas casas para os gatos por motivos religiosos. Os europeus impregnados pelas idéias equivocadas do cristianismo, baniram os gatos. Após constatarem que os gatos seriam a mais efetiva das possibilidades de controle dos roedores e as doenças que transmitiam, toleraram os gatos. Somado a isso, temos um animal que esse tempo todo teve pouco controle sobre sua reprodução. Não tivemos muitas oportunidades de selecionar artificialmente um animal doméstico. Acho que uma dica de ouro é: Deixe que ele se aproxime. Trate como um amigo humano, não o sufoque. Aos poucos a confiança vai sendo estabelecida. Ao final, todo responsável vai saber a hora certa de se aproximar, assim como eles, os gatos.

Gata Lili - O que fazer com felinos que eram dóceis e hoje são agressivos?
Dr. Gabriel - Bem, o que me preocupa é que a agressividade e intolerância podem ser sinais de doenças físicas, de dor, por exemplo. Mas, deixemos bem claro que a agressividade animal não é gratuita, como em humanos. Se estiver acontecendo é porque algo está errado. Primeiro passo é evitar o confronto com o animal para evitar acidentes graves e o segundo passo é contatar um veterinário para analisar a situação.

Gata Lili - Gatos ficam depressivos facilmente?
Dr. Gabriel - Gatos ficam ansiosos e frustrados tanto quanto as outras espécies. Mas, como são animais que estão em domesticação, os comportamentos espécie infelizmente específicos às vezes assumem proporções inaceitáveis e, assim, transforma-se em “problemas comportamentais”. Isso gera uma vida difícil para os gatos.

Gata Lili - Fazer xixi ou cocô em locais que não sejam de costume, é um alerta para aos donos?
Dr. Gabriel - Qualquer situação comportamental que incomode o responsável deve ser levada em consideração. Para ser, primeiramente, esclarecida e, depois, tratada ou manejada se for o caso.

Leia a primeira parte da entrevista
Aguarde, amanhã, pela terceira e última parta da entrevista com o Dr. Gabriel Dias

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Entrevista com Dr. Gabriel, excelente veterinário especialista em comportamento animal - PARTE I

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O Doutor Gabriel é um excelente veterinário. Eu mesma já fui várias vezes ao consultório dele, que inclusive fez a minha castração. Ele também cuidou da minha irmãzinha Dóris, que teve problemas de comportamento quando seus filhotes nasceram. Pena que agora ele não mora mais na minha cidade. Ele atualmente mora no Rio de Janeiro.

Carlos Gabriel Almeida Dias, este é o nome completo dele, tem graduação em Medicina Veterinária na UFRRJ e é Mestre e Doutorando em Reprodução e Sanidade Animal na UECE. Ele está na linha de pesquisa em comportamento animal (comportamento materno-filial de gatos domésticos).

Eu fiz uma longa entrevista com ele, que dividirei em duas partes, para ficar mais fácil de ler. Neste primeiro post, abordarei um pouco a história profissional do Dr. Gabriel. No post seguinte, ele falará sobre os principais problemas de comportamento nos felinos. Veja as primeiras perguntas e respostas:

Gata Lili - Por que você escolheu essa carreira? Algo curioso ajudou nesta escolha?
Dr. Gabriel - Nada de diferente da maioria dos Médicos Veterinários que eu conheço. Sempre gostei muito de animais. Protegia e sofria quando estavam doentes. Acho que escutei tantas vezes as pessoas falando que eu seria um bom Veterinário que acabei abraçando a profissão. Estou tentando ser um bom Veterinário.

Gata Lili - A medicina veterinária já evoluiu bastante, mas você sente que ainda faltam muitos processos para chegar ao ideal?
Dr. Gabriel - Acompanhei ao longo desses 12 anos um franco desenvolvimento da Medicina Veterinária. A cada dia temos mais disponibilidade de exames e condutas. Isso é o mais importante. O que queremos de fato é a aplicabilidade desses conhecimentos. Em minha opinião o ideal é termos uma Medicina Veterinária equiparada com a Humana. Enquanto tivermos exames e condutas disponíveis apenas para os humanos, teremos sempre uma grande ansiedade por melhoras.

Gata Lili - Você se especializou em comportamento animal. O que determinou nessa escolha?
Dr. Gabriel - Sempre enalteci a clínica médica como a essência da Veterinária. Sou fã incondicional. Mas, o que percebia desde muito tempo foi uma complicada e não adaptada relação do homem com seus animais de estimação. Era fácil diagnosticar e tratar uma doença infecciosa mais era e ainda é muitíssimo complicado manejar um problema comportamental. Para os responsáveis que sempre convivi mais difícil do que administrar vários medicamentos e ter que visitar inúmeras vezes o ambulatório clínico, era conseguir agüentar um problemas comportamental, ainda que fosse simples, como por exemplo, a destruição de um sofá. Pareceu-me sempre um desafio muito maior.

Aguarde, amanhã, a ÚLTIMA PARTE da entrevista com o Dr. Gabriel


terça-feira, 24 de março de 2009

Entrevista com Yolanda Lene. Parte 2

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Amigatinhos e amigateiras,

Veja a segunda parte da entrevista com Yolanda Lene, a protetora que cria mais de 30 gatinhos em casa.

Você faz parte de uma Associação de Proteção de Animais, o que mais lhe choca em relação à violência aos animais?
Yolanda - Além do sadismo de maltratar ou abandonar uma criatura mais fraca e que não pode se defender, também me chocam a ignorância, a indiferença e essa idéia pobre de superioridade humana. Nós nos utilizamos dos animais para alimentação (carne, leite, ovos, mel, etc), vestuário (seda, lã, etc) e os medicamentos que usamos e que muitas vezes salvam a nossa vida só estão a nossa disposição porque foram testados antes em animais. Até pra respirar precisamos que as árvores nos dêem oxigênio. E ainda nos julgamos superiores e independentes.


As calamidades climáticas que vêm acontecendo no planeta só demonstram que esse pensamente ainda vai acabar com a nossa raça. É preciso relativizar a nossa superioridade e entender que formamos um todo, onde cada parte tem a sua importância. Quando compreendemos isso passamos a valorizar cada vida, animal ou humana, cada planta, cada pedra.

Mas, pelo número de animais abandonados e maltratados e pelo número de humanos indiferentes parece que essa compreensão ainda está muito distante.

As pessoas estão mais sensíveis para a importância da adoção?
Estamos lutando para isso. Quando falamos que temos animais disponíveis para adoção ou que vamos fazer uma feira de adoção, a primeira coisa que as pessoas perguntam é: Quais são as raças que vocês têm? Esse tipo de conceito, de que o animal de raça é superior ao sem raça definida ainda é muito forte.


O preconceito com relação aos gatos a partir do que se ouve dizer sobre eles também dificulta nosso trabalho na hora de conseguir adoção para os felinos. Até a castração/esterelização ainda é cercada de mitos. Sabemos que para haver uma mudança de concepção desse tipo é preciso muito trabalho e o resultado, às vezes, só é visível a longuíssimo prazo. Mas, continuamos fazendo a nossa parte.

Qual foi o resgate que mais a sensibilizou?
Resgatei recentemente uma gatinha de mais ou menos um mês de idade que estava na calçada de uma igreja, sob uma chuva fina. Ela não tem o movimento das pernas. Está internada pois parece que há complicações nos órgãos internos por conta da deficiência. Estamos fazendo de tudo pra que ela sobreviva.


Teve também o Brasinha, o gato que foi amarrado na linha do trem. Uma pessoa da APATA me chamou para vê-lo na clínica e foi amor à primeira vista.

Você tem gatos com alguma deficiência? Cuidar deles é muito trabalhoso ou o amor ultrapassa qualquer empecilho?
O Brasinha perdeu uma pata traseira e o rabo quando foi amarrado na linha do trem, mas hoje é totalmente ativo: corre, brinca, sobe escadas rapidamente. Tenho também uma gata que nasceu cega e vive bem e de forma independente. Minha mãe costuma brincar dizendo que aqui em casa “quem menos anda, voa”, porque os deficientes são tão ou mais ativos que os outros. Às vezes eles dão um pouco mais de trabalho, mas não tanto como as pessoas imaginam.

O que você acha que os seres humanos tem a aprender com os felinos?
Os gatos têm uma grande auto-estima, eles cuidam bem de si mesmos e se amam. Por essa razão, sabem amar bem. Por isso, sorte de quem conquistar o amor deles.

O que você diria para quem não gosta de gatos?
Quando alguém me diz que não gosta de gatos a primeira pergunta que eu faço é: Você já conviveu com um? E a resposta geralmente é não. Acho que as pessoas têm preconceito com gatos porque ouvem falar coisas do tipo: Gato é traiçoeiro, gato não ama as pessoas e até algo impensável em pleno século XXI como: gato preto dá azar.


Portanto, eu diria: experimente quebrar seu preconceito e conviver com um gato. Você será irremediavelmente conquistado. Conheço várias pessoas que viveram essa experiência e hoje são apaixonadas por gatos.

Veja agora a 1ª parte da entrevista com Yolanda Lene

segunda-feira, 23 de março de 2009

Entrevista com Yolanda Lene. Parte 1

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Zugoda, Morena, Loirinha, Meninazul, Duas Caras, Branca, Mamãezinha, Currupião, Mãe de Pedra, Barora, Bonita, Aru, Véio, Brasa, Brasinha, Tranqüilo, Louro, Bigode, Frágil, Romão, Furão, Chumbo Grosso, Filho de Pedra.

Estes são alguns dos nomes dos gatinhos de Yolanda Lene, protetora dos felinos que você vê aí na foto. Você acredita que ela cria mais de 30 gatos em sua casa, em Fortaleza (CE). Isto mesmo! Você não leu errado. Ela cria mais de 30 gatos!

A mamãe, que é muito amiga dela, entrevistou-a e ainda fez um lindo vídeo mostrando quase todos os gatinhos que moram com Yolanda. Veja a primeira parte da entrevista. Amanhã, colocaremos a segunda parte.
Como você começou a gostar de gatos?
Yolanda - Minha avó gostava muito de gatos e comecei a conviver com eles na minha infância. Sempre achei natural tê-los por perto.

Quantos gatos você tem atualmente e quantos já teve?
Atualmente tenho 36 gatos em minha casa, sendo 27 meus e 9 disponíveis para adoção. Tenho também um cachorro. Esse é o maior número de animais que já tive em casa.

Qual a importância e o significado dos gatos na sua vida?
Hoje é imprescindível pra mim conviver com gatos. Eles trazem a tona o que eu tenho de melhor, tornam a minha relação com o mundo e a vida menos artificial e mais natural e ajudam no meu processo de auto-conhecimento. Sou capaz de ficar um longo tempo só olhando pra eles, para os rituais que eles cumprem, e isso me acalma profundamente.

Para criar e cuidar de tantos gatos, você acaba abdicando de outras coisas na vida. Vale a pena?
Sim, tenho que abrir mão de muitas coisas, inclusive no plano material. Conto com a ajuda imprescindível de minha mãe para me ajudar a cuidar deles, mas mesmo assim atualmente dedico praticamente todo o meu tempo livre para cuidar dos meus gatos e para a proteção animal. Mas vale totalmente a pena. Eles me dão o melhor amor do mundo e me ensinaram a amar mais e melhor também.

Tenho um gato que foi amarrado na linha do trem e perdeu uma pata traseira e o rabo. Apesar de hoje ser um gato ativo e feliz, ele é arisco com pessoas estranhas pelo trauma de tudo que passou. Mas quando está perto de mim, deita e dorme tranquilamente, totalmente entregue, sabendo que nada de mal vai acontecer com ele. Coisas como essa confiança irrestrita que ele tem em mim, fazem com que eu me sinta uma pessoa melhor e tudo valha a pena.

Veja a 2ª parte da entrevista com Yolanda Lene

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Meu primeiro pingue-pongue

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Esporte: futebol de bolinha de papel
Esporte: futebol de pelota de papel
Mania: beber água no copinho
Mania: bebir el água en el vaso
Travessura: Fazer cocô no banheiro da mamãe
Prato preferido: ração para filhotes
Música: O ron-ron do gatinho, Adriana Calcanhoto
Cor: rosa
Não gosto que: me afobem muito
Gosto que: me botem para me ver no espelho
A mi me gusta: miral el espejo
A primeira coisa que faço quando acordo: Entrar no quarto dos meus pais para acordá-los
La primera cosa que hago cuándo me levanto: Despertar mis padres
Motivo de orgulho: meus pais
O que mais gosto nos meus amiguinhos da Internet: a lealdade
Lo que más me gusta em mis amigos de la Internet: la lealdad
Difícil de perdoar: pessoas que maltratam os animais
Desenho: Garfield e Manda ChuvaJá me chamaram de: piliquita e algodão manchado
Gosto de subir em: na estante dos livros do meu pai. É bem alta. Quase bate no teto...
Me gusta subir en: la estante de libros. Es muy alta.
Esconderijo preferido: guarda-roupa, embaixo da cama.
Santo: São Francisco, protetor dos animais
Momento mais triste de minha vida: quando fui abandonada ainda recém-nascida nos destroços da reforma de uma igreja
E o mais feliz: quando meus pais me encontraram nos destroços da igreja e me adotaram
Eu por eu: Uma gatinha muito chique, viu?

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